
Soneto da Amizade
A amiga distante, de mim se foi
A quem interessar amizade nossa
Sentir-se amiga, irmã mais sagrada
Tua cumplicidade existir sempre possa
Não basta saber segredos, porventura
Haverá sempre amizade indiferente
Outra voz que conselho murmura
Saber-se da dor, a razão de repente
Porque minhas lágrimas chegaram
E se foram outrora em meu peito
Desilusão, amigos deixaram
A amiga sincera, nunca fica mágoada
Ao respeito dar-se, piedoso e límpido
Se dor houver, vejo com olhos d’água
Therê Sant’ Anna
